Navigation path

Combater a marginalização

A Europa acolhe grupos de pessoas que são muitas vezes alvo de forte discriminação e preconceito. Estes podem incluir comunidades imigrantes que se concentram nas áreas suburbanas, aqueles que optam por um estilo de vida diferente, como os viajantes itinerantes, e os romanichéis. Para além de lhes oferecerem oportunidades educativas e formativas, os projetos do FSE estão a ajudar a quebrar as várias barreiras que os separam de poder ter um emprego e participar do quotidiano da sociedade europeia.

Os romanichéis são uma das minorias étnicas mais importantes na UE. Estima-se que vivam 6 milhões de romanichéis em vários Estados-Membros, muitas vezes em condições muito precárias. Este grupo é marginalizado das mais variadas formas. As taxas de analfabetismo são elevadas e a frequência escolar é extremamente baixa, por vezes devido à inexistência de escolas locais ou porque as crianças romanichéis não são aceites nas escolas. Além disso, verificam-se taxas de abandono escolar  extremamente elevadas entre os jovens romanichéis devido a complexas e variadas razões. Com poucas ou nenhumas competências ou qualificações, e confrontados com um preconceito enraizado, não é de admirar que os romanichéis tenham muita dificuldade em conseguir emprego e desfrutar das vantagens sociais e financeiras que dele advêm.

O FSE pode melhorar a integração dos romanichéis através de uma variedade de projetos muitas vezes inovadores em áreas como os serviços de saúde , aconselhamento, educação, formação e orientação para os trabalhadores por conta própria.

Istockphoto/15859142
  • Os professores de escolas com crianças romanichéis recebem formação para lidar com os problemas específicos que possam encontrar – por vezes com a ajuda de mediadores e assistentes recrutados nas comunidades locais.
  • Promovem-se modelos de referência romanichéis de sucesso entre os jovens desta etnia em campanhas para aumentar a sua motivação para o êxito. Famílias e comunidades inteiras são convidadas a unir esforços para melhorar o desempenho escolar.
  • Existem universidades e instituições de formação  que estão a ensinar aos jovens romanichéis competências médicas e de proteção social que estes possam levar para as respetivas comunidades para ajudar a melhorar os níveis de vida.
  • Outro ponto central é o desenvolvimento do papel das mulheres romanichéis nas suas comunidades. Os projetos do FSE ajudam-nas a estabelecer as suas próprias empresas de artesanato  – dando-lhes a formação e o apoio financeiro de que necessitam. Por outro lado, estão a adquirir competências reconhecidas na área da saúde para virem a poder conseguir emprego nesse setor.

Existem candidatos a emprego romanichéis em toda a Europa a participar em oportunidades educativas e formativas que podem melhorar as suas perspetivas de emprego e ajudá-los a conseguir trabalho ou a estabelecerem-se como trabalhadores por conta própria. As atividades do FSE também estão a combater o emprego de romanichéis no «mercado cinzento», onde muitas vezes não existe proteção social nem da saúde.