Digital Agenda for Europe
A Europe 2020 Initiative

Digital Agenda for Europe went "really local" in Portugal… Mission accomplished!

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 --- Posted by the Digital Agenda Going Local team for Portugal

Portuguese version below

An important aspect of the 2011 edition was the "really local" aspect of it. DAE Going local 2011 in Portugal consisted of several meetings over 3 days in four cities: Porto, Aveiro, Coimbra and Lisbon. The meetings were very well attended (more than 250 people joined us!), and they provided opportunities of lively interaction, which was very much appreciated by the organizers and participants.

Other than representatives from national authorities, the European Commission met, heard from, and discussed with people from universities, companies, and institutions at a local and regional level involved in various field of ICT: software, health applications, broadband, etc.

The full programme, videos from the meetings, presentation slides, links and etc., are available here, under each Meeting place; including an overview presentation about DAE’s status and progress in Portugal provided by Luis Magalhães, Portuguese Representative of the Digital Agenda High-Level Group.  

From this presentation it is clear that there has been good progress in the last years, however some gaps and obstacles become also visible. Regarding the e-Inclusion topic, for example, the results on the progress achieved are very positive, nevertheless there is a well identified gap on the population without secondary education, in particular over 55 years old, but also between 25 and 55 years old (though in this case closer to the EU average). Several successful cases of bridges between R&D and Innovation were presented with concrete examples of ICT/high-tech SMEs. However, that was one of the key points raised as an obstacle and a challenge that Europe needs to seriously tackle.

 Some recurrent messages from the various panels and discussion include:

  • Smart money, rather than 'big' money: funding needs to be more widely available to real innovative approaches (by essence with a high degree of unpredictability) at higher levels of granularity (spin-offs, SMEs…) rather than concentrated in bigger, more traditional consortia.
  • Need for out-of-the-box thinking: breakthroughs tend to come from fresh, unprecedented approaches, rather at the margins or the borders of traditional scientific or technological conventional disciplines, thus a need for more open-ended type of projects, at least on an experimental basis. An interesting example given was the panel on the interface between art and science in Porto's eLearning Café session, where the normally multi-task approach and open, imaginative way of functioning of the artistic brain was deemed to be of help in frontier science research.
  • Multidisciplinary/Transdisciplinarity: growingly solutions to social challenges require multidisciplinary skills cutting across several different areas, which traditional compartmented academic curricula not always match. This is normally the case with R&D&I at the cross-road of ICT and science, such as bioinformatics, genomics, speech technology, etc. Interesting examples of the latter were presented in the Lisbon IST session 'Serious Games'), illustrating how ICT, rendering algorithms and other software tools can be used to develop multi-modal interfaces, voice interaction and games as educational tools with a myriad of media and other applications (eHealth, entertainment…).
  • Interoperability: multidisciplinary/transdisciplinarity and the pervasive nature of ICT for any intelligent system (smart cities, smart transport, smart spaces, etc.) requires the possibility to pool together, network and constantly update/improve complex systems build up on the basis of different tools and techniques and massive sets of data, including from users (crowd sourcing), all of which depend on open standards, protocols and platforms to ensure interoperability. 
The events provided very valuable feedback on the Portuguese situation regarding a variety of DAE topics. You can have a better glance over the events that took place in Porto and Coimbra by watching the videos produced by TVU (University of Porto’s Television) and UCV (University of Coimbra’s Television). In addition, have a look at our Facebook page to watch some pictures from the visit.

The challenge now is to follow up on the feedback received and build on the contacts made. Therefore, to ensure a better coordination at a policy level, meetings with the Portuguese authorities are being scheduled for the first quarter of 2012. Beyond the more substantial, longer term, policy follow-up, much more information will be posted on the country webpage, on DAE’s Facebook page, Blog & Twitter.

Your contribution is very important!

We are looking to extend the debate through our online channels. There is a clear opportunity for a sustained dialogue where local stakeholders remain associated to the implementation of the Digital Agenda for Europe. JOIN US!

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A Agenda Digital para a Europa visitou 4 cidades em Portugal e trouxe muitas mensagens na mala!

O exercício Going Local 2011 Portugal da Agenda Digital para a Europa (DAE) consistiu em três dias de visita ao Porto, Aveiro, Coimbra e Lisboa, onde se realizaram vários eventos. Um aspecto importante da segunda edição deste exercício foi precisamente o esforço de ir verdadeiramente local e regionalmente. A participação nos eventos foi muito satisfatória e os debates decorreram de forma interactiva, facto muito apreciado tanto pelos organizadores como pelos participantes. A Comissão Europeia ouviu e trocou ideias com as autoridades nacionais e locais, mas também com representantes das universidades (docentes e alunos) e de empresas, incluindo de Pequenas e Médias Empresas, envolvidas em variadas áreas das TIC.

Os programas das visitas, bem como vídeos dos encontros, material das apresentações, links de interesse e etc. encontram-se disponíveis em, dentro da página de cada evento (Porto, Coimbra e Lisboa). Pode igualmente encontrar uma visão geral sobre a situação da DAE em Portugal oferecida através da apresentação do Representante do Grupo de Alto Nível para a Agenda Digital para a Europa, Luís Magalhães, na página dos eventos.

Desta exposição pode inferir-se que houve uma boa evolução nos últimos anos em Portugal no que diz respeito às TIC, contudo, algumas lacunas e obstáculos são também evidentes. Relativamente ao tópico da inclusão digital, por exemplo, existe uma lacuna evidente na população que não completou o ensino secundário com mais de 55 anos, mas também na faixa etária entre os 25 e os 55 anos, ainda que neste último a média se aproxime mais da média europeia. Vários casos de sucesso na ligação entre Investigação e Desenvolvimento e a Inovação foram apresentados através de exemplos concretos trazidos por PMEs. Porém, muitas dificuldades foram também evidenciadas relativamente a esta questão, tendo sido mesmo apontada durante a visita como um dos principais obstáculos a suplantar.

 Algumas mensagens recorrentes dos vários painéis e debates foram:

  • Fundos 'inteligentes', em vez de 'grandes' fundos: financiamento mais acessível para projectos verdadeiramente inovadoras (de essência com um alto nível de imprevisibilidade) a níveis mais altos de especificidade (spin-offs, PMEs), em lugar de o concentrar em consórcios maiores e mais tradicionais.
  • Necessidade de sair do pensamento 'convencional': a inovação surge tendencialmente de abordagens novas, sem precedentes, e não na margem de disciplinas tradicionais ou de tecnologias convencionais, sendo portanto fundamental incluir projectos com uma maior abertura, pelo menos numa base experimental. Um exemplo interessante foi apresentado na sessão que decorreu no eLearning Café da Universidade do Porto relativo à interface entre a arte e a ciência, onde a abordagem frequentemente aberta e inventiva do artista foi considerada de interesse para ajudar na investigação de ponta da ciência.
  • Multidisciplinaridade/Interdisciplinaridade: as soluções para os desafios sociais exigem cada vez mais habilidades multidisciplinares que atravessam vários domínios, nem sempre comportados nos currículos académicos mais tradicionais. Este é geralmente o caso da I&D&I na encruzilhada das TIC e da ciência, tal como a bioinformática, genómica, tecnologia da fala, etc. Alguns exemplos interessantes foram apresentados na sessão Serious Games do evento de Lisboa, ilustrando como as TIC podem ser usadas para desenvolver interfaces multi-modais. O material destas apresentações encontra-se dentro da página do evento de Lisboa, no site oficial da visita a Portugal mencionado anteriormente.
  • Interoperabilidade: a natureza multi e interdisciplinar das TIC e o seu carácter transversal para qualquer sistema inteligente (cidades inteligentes, transportes e espaços inteligentes, etc.) requer a possibilidade de cooperar, trabalhar em rede, actualizar e melhorar constantemente estes sistemas complexos construídos com base em diferentes ferramentas, técnicas e grandes conjuntos de dados, inclusive de usuários (crowd sourcing), que dependem de normas estandardizadas, protocolos e plataformas para garantir a interoperabilidade. 
 As televisões das universidades do Porto e Coimbra produziram vídeos que recapitulam ambos os eventos, e que incluem intervenções tanto de membros da organização como de participantes. Assista ao vídeo realizado pela TVU (Televisão da Universidade do Porto)  e ao da UCV (Televisão da Universidade de Coimbra). Pode também ver algumas fotografias da visita na página Facebook da Agenda Digital para a Europa. 

Os eventos proporcionaram informações muito relevantes, o desafio passa agora por trabalhar o feedback recebido e desenvolver os contactos estabelecidos. Neste sentido, de forma a garantir uma coordenação política forte para a implementação dos objectivos da DAE ao nível nacional, foram acordados encontros com as autoridades portuguesas durante o primeiro semestre de 2012. Para além do seguimento a longo prazo mais substancial, muitas outras informações (apresentações; vídeos; fotos, etc.) continuarão a ser publicadas na página web do Going Local 2011 Portugal, bem como na página Facebook, no Blog, e Twitter da DAE e nos nossos Fóruns.

 A sua contribuição é indispensável!

Desejamos estender o debate através dos nossos canais on-line. Há uma oportunidade clara para um diálogo sustentado, em que as partes interessadas locais permanecem associadas à implantação da Agenda Digital para a Europa, participe!

Comments

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There were very concrete suggestions presented in this edition that should have been mentioned instead of these general remarks. Namely: the eligibility of VAT for funding when it is paid by the project; the use of third-party man-power agreements in all types of projects;  simplified financial models and reporting; mandatory consortium agreements  that favour IP ownership by SMEs, universities and other non-profit research institutes instead of large corporations.
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Luis, thank you for your contribution. The points you're raising have indeed a great importance in the context of the new Framework Programme for Research and Innovation - Horizon 2020. As you can see on this URL: http://ec.europa.eu/research/horizon2020/pdf/proposals/com(2011)_809_final.pdf  those subjects are comprised on the Proposal for a Regulation of the European Parliament and Council establishing Horizon 2020 (for eligibility of the VAT and simplification of the process see page 97), and are being tackled on the discussions currently taking place. Much more information can be found on Horizon 2020's webpage, namely Factsheets on specific subjects: http://ec.europa.eu/research/horizon2020/index_en.cfm?pg=press