Declaração conjunta da Alta Representante/Vice-Presidente Catherine Ashton, da Vice-Presidente Viviane Reding, do Comissário do Desenvolvimento, Andris Piebalgs, e do Comissário do Comércio, Karel De Gucht

 

 

«Comemoramos hoje o Dia Internacional contra o Trabalho Infantil.

 

A UE congratula-se com a diminuição constante do trabalho infantil desde 2006, ano em que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) fixou o objectivo ambicioso de eliminar as piores formas de trabalho infantil até 2016.

 

Também nos sentimos encorajados pelo relatório da OIT[1] do ano passado, que indicava que a diminuição mais acentuada das taxas de trabalho infantil se verifica nos sectores de actividade mais nocivos e abrange as crianças mais vulneráveis.

 

Não há, porém, motivo para sermos complacentes: 115 milhões de crianças, um número impressionante, continuam expostas a trabalhos perigosos e a diminuição geral do trabalho infantil não se verifica em todas as regiões nem em todas as categorias de crianças.

 

Embora a UE tenha anunciado uma série de iniciativas concretas no ano passado, temos de reforçar os nossos esforços para combater o trabalho infantil, em especial as suas piores formas, e consolidar os direitos das crianças, optando por uma abordagem global que ataque as causas primordiais deste fenómeno. A política de desenvolvimento da UE combate as causas primordiais do trabalhos infantil através de programas específicos de educação e redução da probreza, como os programas «Campanha para acabar com o trabalho infantil», «Educação para todas as iniciativas rápidas» e planos de educação específico por país.

 

Consideramos que a UE e os seus Estados-Membros devem debater as medidas a tomar colectivamente para cumprir o objectivo atrás referido e conseguir que em 2016 o mundo esteja livre das piores formas de trabalho infantil, tendo em conta o Roteiro da Haia de 2010.

 

Convidamos, entretanto, os nossos parceiros a ratificar e aplicar as Convenções da OIT relevantes nesta matéria, bem como a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e os seus dois Protocolos Opcionais.

 

Continuaremos a promover uma maior protecção das crianças e a eliminação das piores formas de trabalho infantil nas nossas iniciativas em instâncias multilaterais, em especial a Assembleia Geral das Nações Unidas, o Conselho dos Direitos do Homem e a Organização Internacional do Trabalho.»

 

Antecedentes

 

No ano passado, a Comissão lançou um convite à apresentação de propostas para combater o trabalho infantil, no valor de 11 milhões de euros, destinado a organizações não governamentais, ao sector privado e a autoridades regionais. A Comissão tem um projecto de 14 milhões de euros com a OIT, designado TACKLE, nos domínios do trabalho infantil e educação. (juntar sítio web)

 



[1] Cf. relatório da OIT «Acelerar a acção contra o trabalho infantil: relatório geral elaborado no seguimento da Declaração da OIT sobre os Princípios e os Direitos Fundamentais no Local de Trabalho», 2010.