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Economia


De 1974 para 1986, a Guiné-Bissau aplicou uma política económica estatal centralizada em linha com o antigo modelo soviético. As primeiras iniciativas de mudança tomadas em 1983 foram confirmadas em 1986 pela conversão à economia de mercado. Da época soviética a única marca ainda visível é o facto de o Estado ser proprietário de todos os terrenos.

Em Maio de 1997, o País aderiu à União Económica e Monetária Ocidental Africana (UEMOA). Esta decisão contribuiu para pôr termo à instabilidade das políticas monetárias e para eliminar a deficiência da não convertibilidade do Peso, a antiga moeda. A Guiné-Bissau é igualmente membro da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) desde 1979.

A política monetária restritiva aplicada desde então permitiu uma redução drástica da taxa de inflação superior à 50% em 1995 à 10,8% em Junho de 1998 no início da guerra civil. A inflação em 2006 foi inferior a 3%, que é um dos critérios de convergência da UEMOA.

Em Dezembro de 2000, a aprovação de um quadro estratégico temporário de combate à pobreza permitiu ao País beneficiar do tratamento da sua dívida. Em Janeiro de 2001, a passagem para o Clube de Paris permitiu um reescalonamento dos pagamentos e a anulação parcial da dívida. No entanto, o período 200/2003 viria a revelar-se economicamente muito desfavorável ao país.

Em 2004, a situação das finanças públicas era marcada por uma deterioração dos saldos orçamentais, resultante de uma progressão mais importante das despesas em relação às receitas, o que viria a dar origem a um golpe de Estado. O relatório do FMI de Dezembro de 2004, mostra que o governo de transição conseguiu uma gestão das finanças públicas com melhorias significativas e o Ministério da Economia e Finanças fez esforços para melhorar a cobrança de receitas e assegurar o controlo das despesas públicas. Foi criado um Comité de Tesouraria para assegurar que as despesas estão harmonia com as receitas disponíveis.

Esta melhoria continuou durante a primeira metade de 2005, sobretudo devido a um bom ano agrícola que proporcionou um boa campanha do caju. A agricultura é a principal actividade na Guiné-Bissau: o arroz, o milho, o feijão, a mandioca e o algodão são cultivados para as necessidades domésticas, embora hoje em dia a Guiné tenha de importar quantidades significativas de arroz (12 M€ em 2005). No passadio chegou a exportar arroz e amendoim. Hoje em dia, a castanha de caju é o principal produto de exportação (cerca de 99% das exportações em 2005), muito acima dos produtos do Mar (peixe e camarão). Existem minas de bauxite e recursos petrolíferos não explorados junto à fronteira do Senegal. A actividade industrial é muito limitada com uma pequena indústria de transformação de produtos agrícolas. O potencial do turismo (sobretudo o Arquipélago dos Bijagós) também continua sub explorado sobretudo por falta de investimento estrangeiro que permita reabilitar ou construir infra-estrutura de base.

A actividade económica cresceu 3,5% em 2005 como consequência do bom ano agrícola e da estabilidade politica restaurada em 2004 e confirmada pelas eleições presidenciais de 2005. Em 2006, face a uma má campanha de comercialização do caju as receitas fiscais baixaram. O país gozou, no entanto, de um maior apoio em ajuda orçamental externa, nomeadamente da UE e das organizações regionais (CEDEAO e UEMOA).

Os problemas crónicos da energia e dos transportes continuam a dificultar a progressão económica da Guiné-Bissau. Para além disso, o reduzido número de quadros nacionais com formação superior também constitui um sério problema. A luta contra a pobreza passa pelo desenvolvimento económico e, consequentemente, pela resolução do problema tripartido:

  • Educação
     

  • Energia
     

  • Transportes

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