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SERVIÇO DE AJUDA HUMANITÁRIA DA COMISSÃO EUROPEIA – ECHO
1 milhão de Euros para apoiar as populações do Norte da Guiné-Bissau,
afectadas pelo conflito na fronteira

 

 

Quase todas as semanas, imagens de catástrofes naturais ou provocadas pela acção do homem, invadem os ecrans de televisões, os jornais e são lugar comum nas rádios.

A União Europeia no seu conjunto (ou seja os 27 Estados Membros e a Comissão Europeia) é um dos principais doadores de ajuda humanitária. O Serviço de Ajuda Humanitária da Comissão Europeia (ECHO) é responsável por esta actividade.

Para marcar a sua presença na África Ocidental, o ECHO dispõe de um bureau regional de apoio em Dakar que cobre eventuais crises humanitárias em 17 países da sub-região, incluindo a Guiné-Bissau.

O mandato atribuído ao ECHO consiste em dar assistência e socorro de emergência às vítimas de catástrofes naturais ou de conflitos, fora da União Europeia. Essa ajuda é directamente dirigida, de forma imparcial, às populações em desespero, ou seja sem distinção de raça, grupo étnico, religião, sexo, idade, nacionalidade ou credo político.

No cumprimento da sua missão, ECHO mobiliza rapidamente auxílio em espécie (bens de primeira necessidade, géneros específicos, material médico, medicamentos, combustíveis), ou, então sob forma de serviços (equipas médicas, equipas de tratamento de água, apoio logístico), fazendo apelo aos seus 195 parceiros operacionais que vão desde as agências especializadas das Nações Unidas, ao Movimento da Cruz Vermelha/Crescente Vermelho, até as ONG´s.

A União Europeia actua em todas as zonas de crise e intervém no mundo inteiro, a maior parte das vezes, longe dos médias internacionais e nas regiões "esquecidas" de crise.

Desde a sua criação, em 1992, ECHO já interveio em teatros de crises graves, em mais de 100 países no mundo, fornecendo, o mais rapidamente possível, às vítimas, equipamentos e produtos de primeira necessidade.

Com o seu orçamento médio anual de mais de 500 milhões de Euros, ECHO financia também equipas médicas, especialistas em desminagem, transportes e apoio logístico. A título de exemplo, a ajuda humanitária da União Europeia, em 2006, elevou-se a 659 milhões de Euros, dos quais 38% foram destinados aos países ACP.

ECHO não se limita a fornecer ajuda. O Serviço cumpre uma série de outras missões complementares à ajuda humanitária: 

  • Realiza estudos de viabilidade das operações humanitárias;

  • Assegura o acompanhamento dos projectos humanitários e implementa mecanismos de coordenação.

  • Garante uma preparação prévia face aos riscos de catástrofes naturais, através de três tipos de acções: a formação de especialistas, o reforço das instituições e os micro-projectos de efeitos demonstrativos;

  • Fornece assistência técnica aos seus parceiros;

  • Sensibiliza a opinião pública, quanto aos problemas humanitários, na Europa e em países terceiros, por via de acções conduzidas, directamente pelo próprio ECHO, no domínio da sensibilização e de informação respeitante à ajuda humanitária;

  • Subvenciona iniciativas de estudos de rede e de formação no domínio humanitário (NOHA).

Por exemplo, quando foi da epidemia de cólera que afectou a Guiné-Bissau, entre Junho de 2005 e Fevereiro de 2006, ECHO atribuiu um montante de 500.000 Euros à subvenção de ONGs, para levarem á cabo as suas intervenções de urgência, no intuito de melhorarem o atendimento dos doentes e reduzir a mortalidade, devida à cólera.

Assim é que foi possível à organização Médicos do Mundo de Portugal intervir na Região de Biombo e aos Médicos Sem Fronteiras da Espanha e Bélgica, no OIO, em Cacheu e em Quinara. O balanço final da epidemia indicou que houve 25.202 casos de cólera e 399 óbitos. Esse balanço teria, provavelmente, sido 2 a 3 vezes superior, sem a intervenção do ECHO.

A 14 de Março de 2006, as tropas da Guiné-Bissau lançaram uma ofensiva contra uma facção do Movimento das Forças Democráticas da Casamança – MFDC – no noroeste do país, na fronteira com o Senegal.

Os confrontos obrigaram mais de 8.500 civis a abandonar as suas residências; por outro lado, 20.000 outras pessoas que viviam entre Suzana e Varela, ficaram completamente isoladas, durante muitos meses, na sequência das minas que tinham sido colocadas na única estrada (agora desminada) que liga as duas localidades e também na sequência da destruição acidental de uma ponte (agora reconstruída).

As cerca de 20.000 pessoas que ficaram confinadas na zona ocidental de Suzana, não beneficiaram de qualquer distribuição de géneros alimentares porque a sua zona estava cortada do resto do país, além de que não dispunham de meios financeiros para se aprovisionarem, dado que não tinham a possibilidade de comercializarem a sua produção de caju. Por outro lado, já não havia praticamente medicamentos disponíveis nos centros de saúde.

As principais preocupações humanitárias eram, então a segurança das populações isoladas pelos combates e a garantia de que as suas necessidades básicas em alimentos, saúde, água e higiene e protecção fossem cobertas, durante vários meses.

Aí, mais uma vez, ECHO concedeu 1 milhão de Euros, em sua ajuda. As organizações internacionais Comité Internacional da Cruz Vermelha e Caritas Alemanha foram seleccionadas para executarem projectos de emergência, a fim de minimizarem essa crise humanitária. O Comité Internacional da Cruz Vermelha concedeu uma assistência médica aos deslocados, durante o conflito, e, de seguida, quando os deslocados foram progressivamente regressando às suas casas, a intervenção focalizou-se na obtenção de segurança alimentar, com apoios em material. Os habitantes da zona situada entre Varela e Suzana, que ficaram bloqueadas durante vários meses, beneficiam, actualmente, de uma intervenção da Caritas que as ajuda a recuperar um nível de segurança alimentar satisfatório.

No âmbito regional, ECHO acaba de atribuir o montante de 1,5 M€ para financiar operações de ajuda de urgência, em resposta aos casos de epidemias que se manifestam e que ameaçam mais de 200 milhões de pessoas.

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