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Why Europe? by Jacinto Lucas Pires

19/09/2013

Summary

Well, because of you, because of me. Because we are Europeans. Europe is our full-body mirror – the mirror we must step into in order to reveal ourselves. Now that the world has gone global, the old slogan is truer than ever. Europe is our chance of becoming who we are. The European dream has provided the continent with peace, development, a social model that, with all its faults, is looked upon in other parts of the world. And now it's time to go further, and change this territory into a real political space. For that, we must create the conditions to establish a real European cultural environment, we need a real, transparent European democracy, and a true political union. If you're in Japan or California, you feel European. It's time you feel it at home too. In Europe, I mean. Why Europe? Because we have a house, but we need a home.  

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Why Europe?  

Well, because of you, because of me. Because we are Europeans. Europe is our full-body mirror – the mirror we must step into in order to reveal ourselves. Now that the world has gone global, the old slogan is truer than ever. Europe is our chance of becoming who we are. The European dream has provided the continent with peace, development, a social model that, with all its faults, is looked upon in other parts of the world. And now it's time to go further, and change this territory into a real political space. For that, we must create the conditions to establish a real European cultural environment, we need a real, transparent European democracy, and a true political union. If you're in Japan or California, you feel European. It's time you feel it at home too. In Europe, I mean. Why Europe? Because we have a house, but we need a home.  

What does Europe mean to me? 

Europe is a concrete utopia that sends us back to the future. A place that stands for equality and freedom, openness and invention. A place without borders or walls, but still made up of different languages and traditions. A new political body, where difference is a richness, not an obstacle. A voice in the world; a real force to change the world into a better, fairer place to live in. Europe is the dream-in-process we must keep on building. But in a different direction — we can't have this version of Europe as a big technocratic, undemocratic, pro-austerity, North-against-South UFO. We need a down-to-earth hope. A real political, democratic Union. A dream that people can relate to. If we are not able to do this, the dream may very easily become a nightmare. We've been there before, we know. So there is an even greater responsability. We must be lucid and bolder. We must be able to dream with our eyes open. It's Europe — our concrete utopia.  

Jacinto Lucas Pires

Ponte de Lima, 8th of August, 2013

Jacinto Lucas Pires nasceu no Porto em 1974. Vive em Lisboa. 

Publicou vários livros pela editora Cotovia – entre os quais Azul-turquesa (ficção, 1998), Livro usado (viagem ao Japão, 2001), Do sol (romance, 2004), Perfeitos milagres (romance, 2007), Assobiar em público (contos, 2008) e O verdadeiro ator (romance, 2011). 

É o autor de VAMOS, em parceria com o fotógrafo Tiago da Cunha Ferreira (edição Fundação Calouste Gulbenkian, 2011); um livro de não-ficção sobre dezasseis jovens africanos ou descendentes de africanos em Portugal. 

Escreve peças de teatro para diferentes grupos e encenadores: Universos e frigoríficos (1998, APA/CCB, enc. Manuel Wiborg), Arranha-céus (1999, Teatro Nacional S. João/ Teatro Bruto, enc. Ricardo Pais), Escrever, falar (2001, Lilástico, enc. Marcos Barbosa), No fundo no fundo (2002, CAPA/ Lilástico, enc. Marcos Barbosa), Coração transparente (2002, Maus Hábitos, enc. Nicolau Pais), Os dias de hoje (2003, TNSJ/ Lilástico, enc. Marcos Barbosa), Coimbra b (2003, Coimbra Capital da Cultura/ Lilástico, enc. Marcos Barbosa), Figurantes (2004, Teatro Nacional São João, enc. Ricardo Pais), Os vivos (2007, O Bando, enc. João Brites), Silenciador (2008, Teatro Oficina, enc. Marcos Barbosa), Sagrada família (2010, Culturgest/Viriato, enc. Catarina Requeijo), Tu És O Deus Que Me Vê (2010, Teatro Nova Europa, enc. Luís Mestre), Exactamente Antunes (2011, Teatro Nacional São João, enc. Cristina Carvalhal e Nuno Carinhas), Cidade Domingo (2012, Teatro Oficina, enc. João Henriques), Adalberto Silva Silva (2012, monólogo para Ivo Alexandre).

Muitas destas peças estão editadas na Cotovia.

Escreveu ainda as peças curtas: Luto (2007, O Bando, enc. João Brites), O sutiã de Jane Russell (2007, Artistas Unidos/ Gulbenkian, leitura enc. Jorge Silva Melo), Ténis invisível (2010, Qatrel, enc. Teresa Sobral), Memória 29 (2010, Mundo Perfeito, enc. Tiago Rodrigues), Água benta (2013, TAGV, leitura enc. Nuno Cardoso), Senhora Doutora Cassandra (2013, Cão Danado, enc. Nuno M Cardoso).

Traduziu as peças Thom Pain de Will Eno, Ácido DesoxirriboNucleico de Dennis Kelly e A Febre de Wallace Shawn.

Realizou duas curtas-metragens, Cinemaamor (1999) e B.D. (2004).

Alguns dos seus livros e peças de teatro estão traduzidos em castelhano, croata, tailandês, francês, inglês, norueguês.

A peça Silenciador foi recentemente traduzida para húngaro. E a peça Sagrada família foi traduzida para francês — a 16 de junho, haverá uma leitura encenada deste texto (produção do Théâtre de La Ville) com transmissão na Rádio France Culture.

Em 2013, esteve um mês como “escritor convidado” na Universidade de Berkeley, Califórnia.

Foi-lhe atribuído em 2008, pela Universidade de Bari/ Instituto Camões, o Prémio Europa – David Mourão-Ferreira.

Faz parte, com Tomás Cunha Ferreira, da banda Os Quais – que lançou um Meio disco em 2009 e um disco inteiro em 2012, Pop é o contrário de pop.

O seu último romance, O verdadeiro ator, ganhou o Grande Prémio de Literatura DST 2013.

Este romance será editado este ano nos EUA, pela Dzanc Books, com o título The true actor.

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