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Discursos

Apoiar as condições favoráveis na Somália

"A Somália virou uma página e quer tomar as rédeas do seu futuro e do bem-estar do seu povo," disse o Presidente Durão Barroso depois de uma reunião com o Presidente Hassan Sheikh Mohamud, na quarta-feira, onde foram debatidas as formas como a UE pode ajudar a Somália no seu percurso para um futuro político estável.

31/01/2013

President Hassan Sheikh Mohamud

"Durante a reunião, referi ao Presidente Mohamud a importância de manter um governo inclusivo e responsável, do respeito pelos direitos humanos e as liberdades fundamentais, e do fornecimento de serviços sociais básicos a todos os somalis," disse o Presidente Durão Barroso, acrescentando que a Somália pode contar com o apoio da União Europeia.

Reiterou que a UE é já o maior doador na Somália, tendo mobilizado mais de metade de um mil milhão de euros em ajuda ao desenvolvimento desde 2008, e 60 milhões de euros em assistência humanitária somente neste ano.

O Presidente também encorajou o envolvimento positivo e ativo da Somália na região, destacando os benefícios que a cooperação regional pode trazer a todos os países no Corno de África, por exemplo, no comércio e na resolução dos desafios comuns.

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Sustentabilidade no coração da agenda da UE

Num discurso proferido na sessão de abertura da Conferência R20, em Viena, o Presidente Durão Barroso enfatizou que a sustentabilidade está profundamente arraigada tanto na estratégia de crescimento da UE (Europa 2020), assim como no orçamento plurianual proposto (QFP) e em todas as políticas da UE.

31/01/2013

President Barroso

No seu discurso, o Presidente Durão Barroso sublinhou a importância do envolvimento de todos os atores relevantes, em particular as empresas e os governos a todos os níveis – regional, nacional e mundial – para assegurar o futuro sustentável do nosso planeta. "A R20 é um exemplo fantástico desta nova atitude nas empresas e nos governos, porque se baseia em muitas partes interessadas e nas suas competências," disse o Presidente.

Durão Barroso ressaltou que existem argumentos económicos evidentes para o "investimento verde" e que os termos "verde" e "crescimento" não são contraditórios. É possível criar crescimento sustentável inteligente e, ao mesmo tempo, emprego efetivo, como demonstrado pelo "Agrupamento de Edifícios Verdes", na Baixa Áustria, que envolve o governo regional e mais de 200 parceiros, assim como por muitos outros projetos apoiados pela UE em toda a Europa.

O Presidente lembrou também os compromissos da UE em termos de sustentabilidade definidos na estratégia de crescimento da UE – Europa 2020 (20% de redução das emissões, quota de 20% de fontes de energia renováveis e 20% mais de poupanças energéticas), assim como no orçamento plurianual da UE atualmente negociado (20% de todos os recursos direcionados para a sustentabilidade), desde que ocupe um lugar claramente próximo do objetivo central da agenda geral europeia.

Na sua visita à Áustria, o Presidente Durão Barroso reuniu-se também com o chanceler Werner Faymann.

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Novo orçamento plurianual deve ter meios para lidar com os principais desafios sociais

Na reunião com o chanceler austríaco Werner Faymann, em Viena, o Presidente Durão Barroso debateu o próximo Conselho Europeu sobre o QFP 2014 -2020 como um instrumento para o crescimento, o emprego e a solidariedade. O Presidente defendeu progressos no combate ao desemprego jovem, questão que é para si uma grande preocupação.

31/01/2013

Werner Faymann, Austrian Federal Chancellor and President Barroso © EU

Nas respostas às perguntas dos jornalistas depois da reunião, o Presidente Durão Barroso referiu que vai insistir para que o futuro orçamento permita um novo instrumento, por exemplo, no âmbito do Fundo Social Europeu reformulado, dedicado ao combate ao desemprego jovem.

Lamentou também que até agora o debate tenha sido sobre "cortes, cortes, cortes" em vez de se olhar para o que o orçamento – como o instrumento mais importante para o investimento europeu – pode proporcionar em termos de crescimento e emprego. O Presidente confirmou: "Ao mesmo tempo, somos realistas e estamos a trabalhar para um compromisso, um compromisso decente."

Elogiou a Áustria pelo seu papel de liderança em questões como a garantia da juventude e o sistema de formação profissional duplo. Também sublinhou que a Áustria tem sido uma força impulsionadora do Imposto sobre as Transacções Financeiras – e classificou o acordo, a ser introduzido em 11 Estados-Membros, como "uma vitória da justeza". O Presidente anunciou que a Comissão apresentará em breve a sua proposta legislativa para estes 11 Estados-Membros.

No mesmo dia, da parte da manhã, o Presidente Durão Barroso também participou na sessão de abertura da Conferência R20, em Viena, dedicada à energia sustentável e às alterações climáticas.

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"Depois da acalmia nos mercados, temos ainda de aumentar a esperança entre os nossos cidadãos"

"Temos de tomar medidas ainda mais vigorosas para combater o desemprego, nomeadamente o desemprego jovem... Acredito que ainda estamos a tempo de abordar o problema no debate do próximo Quadro Financeiro Plurianual," disse o Presidente Durão Barroso na sessão de abertura da Semana Parlamentar Europeia.

30/01/2013

President Barroso © EU

Continuou, sublinhando que, passo a passo, a Europa está a enfrentar os seus desafios de forma direta e com sucesso, mas ainda há aspetos a resolver, nomeadamente os desafios sociais. "Há ainda muito a fazer. A estabilização não é uma recuperação. Acalmámos a agitação nos mercados; temos ainda de aumentar a esperança entre os nossos cidadãos," disse.

O Presidente Durão Barroso fez novamente um apelo a um orçamento plurianual (QFP) para a UE sólido, que é essencial para os investimentos de apoio ao crescimento, a competitividade e a criação de emprego. Em preparação para o debate no Conselho Europeu, em finais da próxima semana, disse que ainda havia tempo para abordar questões importantes, nomeadamente o desemprego e o desemprego jovem, antes da conclusão das conversações – se existir vontade política.

Enfatizou que o orçamento da UE oferece, mesmo aos Estados-Membros mais fortes, uma dimensão europeia ao seu crescimento económico, à sua infraestrutura e investigação. "Sinceramente, não consigo perceber como alguns governos que falam sobre a necessidade de apoiar o crescimento, e com razão, e em apoiar a competitividade, novamente com razão, não possuem uma resposta clara no que toca ao debate do instrumento mais importante que temos a nível europeu para promover o investimento."

O Presidente também acolheu com agrado o projeto da Semana Parlamentar Europeia como uma iniciativa para reunir representantes dos parlamentos nacionais e membros do Parlamento Europeu, assim como de outras instituições europeias. O Presidente afirmou que tanto o Parlamento Europeu como os nacionais devem ter um papel importante durante o ciclo do Semestre Europeu, usando de forma plena o Diálogo Económico tal como definido na legislação do "pacote de seis medidas". Devem ter também um papel crucial na fomentação do debate sobre o aprofundamento da democracia europeia e sobre a responsabilidade que a integração económica implica, nomeadamente na corrida às eleições para as eleições ao Parlamento Europeu, em junho de 2014.

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Reunião com o primeiro-ministro italiano Mario Monti

Em antecipação ao Conselho Europeu da próxima semana, o Presidente Durão Barroso e o primeiro-ministro Monti tiveram uma troca de ideias informal para ajudar a facilitar um acordo entre os Estados-Membros e as instituições da UE sobre o Quadro Financeiro Plurianual 2014-20.

30/01/2013

EC

Ambos sublinharam que o QFP é uma ferramenta importante para o investimento, o crescimento e o emprego, e para a solidariedade na Europa para os próximos sete anos, e que qualquer acordo entre os Estados-Membros exige o consentimento do Parlamento Europeu.

Debate com o primeiro-ministro Orbán sobre o QFP e as relações bilaterais

O Presidente Durão Barroso debateu o próximo Conselho Europeu, a realizar de 7 a 8 de fevereiro, as negociações sobre o orçamento plurianual da UE e os recentes desenvolvimentos nas relações entre a Comissão e a Hungria numa reunião com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, na quarta-feira.

30/01/2013

Viktor Orbán

"O primeiro-ministro, e eu próprio, concordámos que é fundamental para o futuro da UE que seja alcançado um bom acordo no final desta segunda ronda de conversações [sobre o orçamento]," disse o Presidente Durão Barroso. Reiterou que o orçamento da UE é, em grande medida, parte da estratégia geral da Europa para lidar com a crise económica e é um instrumento crucial para o crescimento, o investimento e solidariedade.

Relativamente às relações entre a Comissão Europeia e a Hungria, o Presidente Durão Barroso disse: "Cooperámos com sucesso nas questões legais que causaram alguma preocupação à Comissão e onde o direito europeu foi violado. Estou satisfeito por ver que, passo a passo, estamos a encontrar soluções."

Em particular, elogiou as autoridades húngaras pela sua resposta rápida à sentença do Tribunal de Justiça Europeu sobre a idade de reforma dos juízes. O novo projeto de lei foi apresentado à Comissão dentro do prazo estabelecido e está agora a ser analisado. O Presidente disse que está confiante, graças à colaboração estreita ao longo do processo, de que o caso pode ser concluído num futuro próximo.

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Mensagem de felicitações a Miloš Zeman, Presidente eleito da República Checa

"Em nome da Comissão Europeia e em meu próprio nome, gostaria de apresentar a V. Exa. as minhas sinceras felicitações pela sua eleição como Presidente da República Checa…

28/01/2013

EC

Vai assumir o mais elevado cargo do Estado num momento crucial: a União Europeia está a tomar decisões importantes que vão definir o seu futuro e a sua posição no mundo, enquanto se depara ainda com graves desafios económicos.

Os cidadãos da República Checa elegeram-no como uma personalidade que no seu cargo anterior de primeiro-ministro contribuiu de forma significativa para a transformação do país e a sua posterior adesão à União Europeia. Estou, por isso, convicto de que na sua nova capacidade vai contribuir de forma positiva e construtiva para o nosso esforço conjunto para responder aos desafios que a nossa União e os nossos Estados-Membros enfrentam.

Desejo-lhe todo o sucesso para o seu mandato e estou ansioso por trabalharmos juntos."

Explorar o potencial de crescimento com a América Latina e as Caraíbas

Na primeira cimeira UE – CELAC (Comunidade dos Estados da América Latina e Caraíbas), o Presidente Durão Barroso enfatizou o enorme potencial para o crescimento através da exploração plena das relações comerciais bilaterais. À margem da cimeira, reuniu-se também com os Presidentes Santos (Colômbia) e Humala (Peru).

27/01/2013

Juan Manuel Santos, President of Colombia, Ollanta Humala, President of Peru, Herman Van Rompuy and José Manuel Barroso © EU

O Presidente Durão Barroso referiu a natureza proveitosa das trocas comerciais bilaterais na presente década, que alcançaram um recorde de 202 mil milhões de euros. Além disto, a Europa é o segundo maior parceiro comercial com a América Latina e a principal fonte de investimento estrangeiro direto (IED). Com mais de 385 000 milhões, o valor total do investimento da UE é maior do que os investimentos na Rússia, na China e na Índia juntos. Mas ainda pode ser feito mais: "Precisamos de um compromisso político forte para limitar o protecionismo e promover a liberalização," disse o Presidente.

Sublinhou que o aprofundar ainda maior das relações comerciais é vantajoso para ambas as partes: "Para os países da América Latina e das Caraíbas, uma parceria forte com a Europa, atualmente e no futuro, continua a ser fundamental para a próxima fase do desenvolvimento económico. E, para a Europa, uma cooperação mais estreita com a América Latina e as Caraíbas é um estímulo poderoso para o relançamento do crescimento," disse o Presidente Durão Barroso na Cimeira Empresarial da Comunidade de Estados da América Latina e das Caraíbas, que teve lugar algumas horas antes da reunião com os líderes políticos.

Expressou também o seu profundo apreço pelo facto de, apesar das fortes perturbações económicas, a Europa ter resistido à tentação de aumentar as barreiras comerciais. "E continuamos o processo... através de acordos comerciais negociamos, desde a Coreia do Sul à América Central, e continuamos a negociar, desde o Canadá ao Mercosul," disse.

Os acordos de comércio livre com o Peru e a Colômbia, assinados no passado mês de junho, foram o ponto principal na agenda aquando da reunião com o Presidente peruano Ollanta Humala e o seu homólogo colombiano, Juan Manuel Santos, à margem da cimeira. Apesar do acordo ter sido ratificado pelo parlamento peruano, em dezembro de 2012, a Colômbia tem de concluir a ratificação do acordo. "Encorajamos a Colômbia a atuar rapidamente para que possamos anunciar em breve uma data para o início da implementação do Acordo," afirmou o Presidente Durão Barroso depois da reunião.

Por último, mas não menos importante, o Presidente Durão Barroso também encorajou a CELAC a uma maior integração regional noutras áreas para além da cooperação comercial. "A União Europeia, como um processo de integração regional, apoia totalmente a consolidação da integração regional na América Latina e nas Caraíbas. Isto é, acredito, um objetivo partilhado por ambas as regiões: um mundo mais justo, mais democrático, mais livre e mais próspero."

Da mesma forma, acolheu com agrado a inauguração e as atividades iniciais da Fundação UE-América Latina e Caraíbas, que contribuirá para fortalecer a parceria bi-regional através da promoção de contactos entre as nossas sociedades civis.

Discurso na Cimeira Empresarial (em português e em espanhol)

Discurso na Cimeira UE-CELAC (em português e em espanhol)

Declaração proferida depois da reunião com os Presidentes Santos e Humala (em espanhol)

Declaração depois da Cimeira (em espanhol e inglês)

Vídeo da cimeira

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Aprofundar as relações com o Brasil no comércio, no investimento, na investigação e na ciência

Na 6.ª Cimeira UE-Brasil os dirigentes concordaram em estabelecer um compromisso conjunto que ajudará a explorar ainda mais o potencial do investimento e de comércio bilaterais entre o Brasil e a UE. Reafirmaram também o seu compromisso em aprofundar as relações comerciais com todo o mercado comum do Mercosul.

25/01/2013

EC

No seu discurso proferido depois da cimeira, o Presidente Durão Barroso disse que um dos resultados mais importantes das conversações foi o compromisso partilhado renovado para concluir um Acordo de Associação entre a UE e o Mercosul (um Mercado Comum partilhado pelo Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela) – um acordo que será "abrangente, equilibrado e ambicioso," disse.

Foi tomada uma decisão concreta na cimeira para criar uma comissão ah hoc bilateral para avaliar o potencial das relações económicas entre a UE e o Brasil, nomeadamente em termos de investimento. "É uma forma pragmática de vermos o que é que podemos fazer mais para dar uma força ainda maior à relação económica, já de si tão importante, que existe entre o Brasil e a União Europeia," disse o Presidente Durão Barroso.

No mesmo dia, foi assinado um acordo entre o Centro Comum de Investigação Europeu e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação brasileiro, que permitirá uma maior cooperação em várias áreas científicas, por exemplo, na prevenção de desastres e na gestão sustentável. O acordo inclui também um programa para receber cerca de 100 pós-doutorados e investigadores seniores do Brasil que tem por objetivo reforçar um sistema de mobilidade de estudantes e investigadores "que já funciona muito bem" entre o Brasil e a UE.

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Montenegro num "momento crucial" no percurso para a UE

O Presidente Durão Barroso acolheu com agrado a decisão de Milo Đukanović, primeiro-ministro do Montenegro, em manter a integração europeia no topo da agenda do país. O Presidente também encorajou Đukanović a acelerar a dinâmica para as reformas.

21/01/2013

Milo Đukanović © EU

"O início das negociações de adesão, no passado mês de junho, assinalou um novo capítulo nas nossas relações. Foi um reconhecimento justo do progresso feito pelo Montenegro," disse o Presidente Durão Barroso depois da reunião de segunda-feira. "Foi também um sinal importante para o resto da região, confirmando que a sua perspetiva europeia é uma realidade e que as reformas credíveis e sustentáveis acabam por surtir efeitos."

O Presidente sublinhou que o Montenegro deve prosseguir com base no que já alcançou e continuar com o seu empenho nas reformas, em particular em termos da constituição e de independência do setor judiciário. Outras reformas, em áreas como o Estado de Direito e os direitos fundamentais, assim como o combate à corrupção e ao crime organizado, são também fundamentais para o sucesso do país no seu trajeto para a Europa.

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Mais sobre a UE e o Montenegro

Comissão reitera o apoio da UE à região do Magrebe

O Presidente Durão Barroso reuniu-se com Habib Ben Yahia, Secretário-Geral da União do Magrebe Árabe. Debateram o estado atual da cooperação com a região, e a integração na mesma, assim como a situação nos países vizinhos, nomeadamente no Mali, Síria e Egito.

18/01/2013

EC

Durante a reunião com Habib Ben Yahia, o Presidente Durão Barroso destacou a importância da cooperação estreita com os países da União do Magrebe Árabe (UMA): Argélia, Líbia, Mauritânia, Marrocos e Tunísia. Sublinhou também a necessidade de uma integração mais profunda na região em sintonia com a comunicação de 17 de dezember de 2012 . Com o objetivo geral de promover a prosperidade, a estabilidade e a transformação democrática, o apoio da UE assume formas diferentes, desde o financiamento de projetos regionais a reuniões políticas e técnicas com o secretariado da UMA.

Durante a sua permanência em Bruxelas, Yahia vai também reunir-se com o Comissário Füle, membro da Comissão Europeia responsável pelo Alargamento e a Política Europeia de Vizinhança.

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Congratulações às prioridades da presidência irlandesa

O Presidente Durão Barroso acolheu com agrado o conjunto de prioridades definido pela presidência irlandesa, em particular o seu compromisso para impulsionar um novo acordo sobre o "pacote de duas medidas" e para alcançar um acordo no próximo mês sobre a Garantia da Juventude para resolver o desemprego jovem.

16/01/2013

Irish flag

Relativamente ao mecanismo único de supervisão - uma medida-chave que podemos tomar a curto prazo para desenvolver uma união bancária efetiva - o Presidente expressou o seu reconhecimento pelo facto dos Estados-Membros terem sido capazes de chegar a um consenso em somente três meses após a proposta da Comissão. Expressou também esperança de que o Parlamento e o Conselho sejam capazes de concluir o acordo tão rápido quanto possível: "Não é impossível alcançar um acordo político sobre a proposta a tempo do debate na sua sessão plenária, em inícios de fevereiro, se houver vontade política." O Presidente referiu também o anúncio feito ontem de que a Comissão vai apresentar uma proposta para o próximo passo crucial a dar para a união bancária - o "mecanismo único de resolução" - antes do verão.

"Mas estabilidade significa mais do que estabilidade financeira. Temos de aumentar os nossos esforços para assegurar a estabilidade económica e social," continuou, fazendo referência ao trabalho da Comissão nestas áreas, que contempla o aprofundamento do mercado único e apoio aos empresários e às pequenas e médias empresas. Mais uma vez, o Presidente defendeu um acordo rápido sobre o orçamento plurianual da UE: "Estamos num novo ano mas a mensagem continua a ser a mesma, o orçamento europeu é um orçamento para o investimento, o crescimento e o emprego a nível europeu."

Sobre a questão do comércio internacional, disse que a UE vai continuar a aprofundar os laços económicos tanto com os seus parceiros estratégicos bem estabelecidos, assim como com as dinâmicas economias emergentes - em particular através da conclusão de negociações com Singapura, da finalização das negociações com o Canadá e do início das conversações com o Japão. "Vamos também definir uma visão clara sobre o aprofundamento dos laços económicos com os Estados Unidos, que continua a ser o nosso parceiro económico individual mais importante," disse.

Discurso completo do Presidente no Parlamento Europeu

Vídeo do discurso

Visita da Comissão a Dublin

Mais sobre o "pacote de duas medidas"

Mais sobre a Garantia da Juventude

Revisão da presidência do Chipre no Parlamento Europeu

O Presidente Durão Barroso prestou homenagem ao Chipre pela sua presidência, cujo ponto central foi o progresso relativamente ao mecanismo único de supervisão. Anunciou a intenção da Comissão em apresentar uma proposta para a próxima medida para a concretização da união bancária – um 'mecanismo único de resolução' – antes do verão.

15/01/2013

EC

O Presidente proferiu um discurso durante um debate no Parlamente Europeu onde fez um balanço das concretizações até à data e destacou as questões que têm ainda de ser debatidas.

Comentando os bons progressos na zona euro sobre a consolidação orçamental, as melhorias na competitividade e na estabilização, o Presidente disse que a UE virou a página da crise: "estamos agora preparados para escrever o próximo capítulo da recuperação".

"Este próximo capítulo será sobre a construção da confiança fortalecendo ainda mais a nossa governação económica, concluindo a união bancária e explorando todos os meios possíveis para criar crescimento – crescimento sustentável – e emprego, e para resolver os problemas sociais mais urgentes nos nossos países," disse.

Falando sobre as prioridades para 2013, sublinhou a necessidade de se finalizar as negociações sobre o chamado pacote de duas medidas e sobre o novo orçamento plurianual da UE. O Presidente enfatizou também a importância da aprovação rápida da proposta da Comissão sobre as Garantias da Juventude – concebida para ajudar os jovens desempregados na Europa.

Proposta da Comissão para o mecanismo único de supervisão

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Visita a Marselha e reunião com o Presidente francês François Hollande

No sábado, 12 de janeiro, o Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, esteve presente na inauguração de Marselha-Provença como Capital Europeia da Cultura 2013. Há noite, reuniu-se com o Presidente Hollande, em Paris.

11/01/2013

The harbour of Marseille (wiki common - Thomas Steiner)

No início do seu discurso na cerimónia de abertura, em Marselha, o Presidente Durão Barroso abordou a intervenção da França no Mali: "… apoiamo-lo neste momento difícil e apoiamos as ações corajosas das tropas francesas," disse.

Mais tarde, à noite, reiterou a sua mensagem ao Presidente francês François Hollande quando se encontraram no Palácio do Eliseu, em Paris. Os dirigentes debateram depois outros assuntos, incluindo as formas como a Europa pode acelerar o seu apoio em áreas de ajuda humanitária de emergência e a agenda do próximo Conselho Europeu.

O lançamento de Marselha-Provença 2013 teve lugar durante todo o fim de semana, de 12 a 13 de janeiro, e proporcionou - para além de outros eventos - quatro festividades em destaque: uma cerimónia pública de abertura, a inauguração de uma exposição de arte contemporânea em Aix-en-Provence, uma caça ao tesouro em Marselha-Provença e fogo de artifício em Arles.

No fim de semana seguinte (19-20 de janeiro), a outra Capital Europeia da Cultura 2013, Košice (Eslováquia), inaugurará as suas festividades apresentando a cidade como estando no cruzamento das antigas rotas entre o oriente e o ocidente. Androulla Vassiliou, Comissária Europeia da Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude, representará a Comissão Europeia.

A Capital Europeia da Cultura é um dos eventos culturais mais relevantes na Europa. As Capitais são selecionadas com base num programa cultural que deverá ter uma dimensão europeia, envolver o público, ser atrativo a nível europeu e enquadrar-se no desenvolvimento a longo prazo da cidade. É uma oportunidade excelente para as cidades mudarem a sua imagem, atrair o turismo e repensar o seu próprio desenvolvimento através da cultura.

Mais sobre as Capitais Europeias da Cultura

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Comissão reúne-se com a presidência irlandesa em Dublin

Na quinta-feira de manhã, o Colégio de Comissários reuniu-se com o gabinete irlandês para debater as suas prioridades partilhadas para os próximos seis meses da presidência do Conselho da UE. O Presidente Durão Barroso também se reuniu bilateralmente com o primeiro-ministro irlandês Enda Kenny.

10/01/2013

EC

O Presidente Durão Barroso sublinhou a necessidade de se preparar o terreno para o crescimento duradouro e a criação de emprego. O tempo de tomar decisões de emergência deve acabar, o cenário catastrófico do colapso da zona euro, que muitos previam, não aconteceu, disse, mas, todavia, ainda não há lugar para a tranquilidade.

"Temos de concluir o restabelecimento do setor financeiro, continuar a consolidação orçamental, executar reformas económicas para a competitividade e fazer investimentos direcionados, continuando atentos à situação social muito grave em vários dos nossos Estados-Membros. Estou satisfeito por a Irlanda ter colocado a estabilidade, o crescimento e o emprego no centro da sua presidência [da UE]."

O Presidente Durão Barroso acolheu com particular agrado a decisão da presidência irlandesa em dar prioridade a um acordo sobre a proposta da Comissão relativa aos regimes da Garantia da Juventude, que tem por objetivo resolver o desemprego jovem e a exclusão social.

Durão Barroso sublinhou também a necessidade de conclusão do acordo sobre o mecanismo único de supervisão para os bancos antes de finais de janeiro e a continuação do trabalho neste importante setor, em particular através de propostas para um mecanismo de resolução bancária, que a Comissão vai propor durante 2013. O Presidente enfatizou, igualmente, a importância do comércio como um impulsionador do crescimento.

Sobre o orçamento plurianual para a UE, o Presidente Durão Barroso disse esperar que o acordo seja alcançado nas próximas semanas.

O Presidente Durão Barroso concluiu elogiando a Irlanda pelo seu compromisso inabalável em implementar o programa de ajustamento económico e disse que existem evidências claras de que o compromisso com as reformas está a começar a surtir resultados.

Visitar o sítio Web da presidência irlandesa

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Evento de lançamento do Ano Europeu dos Cidadãos

O Presidente Durão Barroso participou num debate público na Câmara Municipal de Dublin que lançou o Ano Europeu dos Cidadãos. "Temos muitos assuntos para debater, 2013 será outro ano crucial para a Europa," disse.

10/01/2013

EC

No seu discurso de abertura, defendeu uma Europa unida como uma resposta eficaz aos desafios globais que não podem mais ser resolvidos a nível nacional.

Tomando como exemplo um assunto que fez eco na Irlanda – a regulação do setor financeiro - disse: "Já foi feito bastante… Agora temos de implementar uma união bancária para que possamos finalmente quebrar o ciclo vicioso entre a dívida bancária e a dívida pública. No futuro, deverão ser os bancos e os seus acionistas a pagar o saneamento dos bancos, não os contribuintes." E é ainda necessário mais apoio para o euro – a moeda única europeia -, em particular em termos de coordenação das políticas nacionais relevantes.

"Tudo isto deve ser acompanhado por mais responsabilidade e legitimidade democrática. Aqueles que tomam as decisões a nível da UE devem ser responsáveis a nível da UE, tal como os governos e o parlamento o são a nível nacional."

Durão Barroso elogiou o povo irlandês por conseguir ultrapassar a crise económica com uma resistência e determinação extraordinárias. "Estão a demonstrar que com vontade política e um sentido de solidariedade partilhada, as reformas e a coesão social podem ser realizadas em conjunto," afirmou.

Antes de responder a várias perguntas da audiência, encorajou todos os cidadãos europeus a participar no debate: "Acredito que a crítica construtiva não é uma ameaça ao projeto europeu. Mas o pessimismo e a indiferença são... Quero ver um verdadeiro debate sobre como a União Europeia deve evoluir nos próximos anos, tanto em termos económicos como políticos."

Ano Europeu dos Cidadãos 2013

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Presidente Durão Barroso na conferência "Portugal no Mundo"

No discurso proferido na segunda-feira, na conferência que celebrou os 40 anos do semanário português Expresso, o Presidente Durão Barroso analisou os desenvolvimentos políticos, económicos e sociais de Portugal desde que o país aderiu à UE.

07/01/2013

EC

"Aderir à União Europeia representou, para todos os portugueses, uma mudança formidável. Em menos de uma geração, a nossa qualidade de vida transformou-se profundamente: a redução da mortalidade infantil e da iliteracia, uma moderna rede de infraestruturas, investimento em educação e em Investigação e Desenvolvimento. E para este progresso económico e social e para a modernização do nosso País, foi essencial o papel da Comunidade Europeia, das políticas e dos fundos comunitários", disse.

O Presidente afirmou que a crise económica é uma oportunidade para redefinir a direção do país, da sua sociedade e da sua economia. "É necessário aproveitar esta oportunidade para reformar o nosso país, e isso pode e deve ser feito no quadro da União Europeia".

On 3 January, speaking at the Ambassador's seminar in Lisbon, President Barroso stressed that the European Union is not the cause of the current crisis, but indeed a significant driving force in the process of finding the solution. He firmly defended the synergy effect a united Europe brings to the individual Member States, especially in terms of the internal market and an increased influence in the world.

Full speech at the Conference

Full speech at the Ambassador's seminar

Presidente Durão Barroso reúne-se com Pahor, Presidente da Eslovénia

Reunindo-se pela primeira vez depois da eleição de Pahor em dezembro de 2012, os presidentes debateram os atuais desenvolvimentos políticos e económicos na Eslovénia e na União Europeia.

27/08/2012

EC

Um dos assuntos da agenda foi a situação das reformas estruturais na Eslovénia. O Presidente Durão Barroso encorajou a Eslovénia a continuar os seus esforços de acordo com as Recomendações por país que a Comissão Europeia publicou em maio do ano passado. Durão Barroso garantiu ao Presidente Pahor que os serviços da Comissão Europeia estão disponíveis para ajudar a Eslovénia com as suas competências. O Presidente Pahor reiterou o seu compromisso firme com o atual processo de reformas.

A situação da zona euro em geral e as perspetivas para 2013 foram assuntos também debatidos.

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