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01/11/14

Percurso de navegação

Presidente Durão Barroso descreve a posição da Comissão antes do Conselho Europeu sobre o orçamento da UE, o comércio e a política de vizinhança

EU

No seu discurso no Parlamento Europeu, o Presidente Durão Barroso enfatizou com veemência o aspeto da solidariedade do orçamento plurianual da UE (QFP) e fez um apelo aos chefes de Estado e de governo para não desperdiçarem esta oportunidade de usá-lo para combater o desemprego jovem na Europa.

O Presidente sublinhou que a crise está longe de ter terminado e que o QFP é uma parte indispensável da nossa resposta tanto à crise económica como social: "Existem Estados-Membros que simplesmente não possuem os meios para apoiarem os seus trabalhadores locais quando uma empresa decide deslocar as suas fábricas para outro sítio. Existem alguns Estados-Membros que nem sequer possuem os meios para assistir os mais carenciados. Queremos que estas pessoas, queremos que estas sociedades virem as costas à Europa?"

O mesmo se aplica aos 25 milhões de jovens desempregados na União Europeia. "Quero fazer um apelo aos chefes de Estado e de governo para não desperdiçarem esta oportunidade de usarem o orçamento europeu para combater o desemprego jovem. Temos a oportunidade de tomar as decisões certas, de oferecer aos nossos jovens a perspetiva de uma vida com dignidade," disse o Presidente Durão Barroso.

O Presidente também sublinhou que lutará com convicção para preservar a dimensão europeia no orçamento plurianual – iniciativas como a Horizonte 2020 para a investigação, Interligar a Europa, COSME para as PME e Erasmus para Todos.

Relativamente ao comércio, o Presidente Durão Barroso recordou a contribuição vital que representa para a recuperação económica da Europa. Em 2012, a procura externa foi a principal fonte de crescimento para a economia europeia – quase cerca de 1% a mais para o PIB da UE e cerca de 30 milhões de empregos que dependem das exportações. Mencionou as recentes etapas importantes da Comissão nesta política, como o Acordo de Comércio Livre com a Coreia, concluído com sucesso no ano passado, e a conclusão das negociações com Singapura. As conversações com o Canadá serão, possivelmente, concluídas num futuro próximo, as negociações com o Japão serão iniciadas em breve, e está a ser intensivamente explorada a possibilidade de um acordo com os Estados Unidos. "Se queremos beneficiar de forma plena ... temos de ser proactivos e ambiciosos", disse o Presidente.

Outro ponto na agenda do Conselho Europeu de 7 e 8 de fevereiro será a situação nos países vizinhos a sul da UE, dois anos depois do início da insurreição da "Primavera Árabe". O Presidente Durão Barroso referiu que a credibilidade externa da UE será largamente avaliada pela capacidade de atuar com os parceiros nesta região para juntos definirem a vizinhança comum.

"Os movimentos em massa na região refletiram o desejo de democracia e liberdade. Vamos continuar a apoiar estes ideais de forma a evitar que as forças extremistas se apoderem das transições políticas em curso. Estaremos especialmente atentos ao respeito dos direitos fundamentais, nomeadamente os direitos das mulheres," disse, lembrando o apoio especial que a UE tem gerado para a região desde 2012.

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