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[ Sumário ]

Criar empregos em meio rural

 

KORA e LEADER:
dois aliados ao serviço da formação

 

A missão local para o emprego
de Vogelsberg utiliza o LEADER
como instrumento de animação.

 

“Sem formação profissional, o risco de sermos desempregados é de 50%; com formação, o risco não é mais do que 20%.” Isto está escrito a negrito no documento preparatório do seminário sobre formação que KORA organizou em Setembro de 1998 para jovens bombeiros voluntários de Vogelsberg. “Existe uma brigada de bombeiros voluntários em cada aldeia”, explica Harald Finke, responsável pelo projecto KORA. “Formam em conjunto, e graças à sua missão, uma rede muito estruturada, quase “militar”, que nos permitiu sensibilizar cerca de 500 jovens sobre a importância da orientação e da formação profissional em termos de segurança de emprego.”

Resultante de uma parceria de instituições dedicadas à inserção socio-profissional e criada em 1997, “KORA” (KOordinierungsstelle für Regionale Arbeitsmarktpolitik) é a missão local para o emprego em Vogelsberg. Tendo como lema “Coordenar, cooperar e formar - ao serviço do emprego”, KORA visa quatro objectivos:

  • aumentar as possibilidades de estágios de formação em empresa;
  • melhorar a qualidade da aprendizagem e da formação contínua;
  • facilitar a qualificação e a inserção socio-profissional de certos grupos marginalizados no mercado de trabalho (mulheres, jovens não qualificados, etc.);
  • contribuir para a criação de empregos locais.

Concretamente, a intervenção de KORA abrange 6 eixos:

  • a mobilização dos empresários locais - em 1998, o distrito de Vogelsberg obtinha 646 lugares para aprendizagem ou formação em empresas para 1077 candidatos. KORA procura combater este défice através de dois tipos de acções conduzidas em colaboração com a Câmara de Ofícios: campanhas na imprensa e outras operações exortando os empregadores locais a abrir estágios, e sobretudo um “levantamento porta-a-porta” das empresas susceptíveis de acolherem estagiários, em que todos os 1400 empresários recenseados no território foram contactados pessoalmente para este efeito. “O principal obstáculo é psicológico, sublinha Harald Finke, o empresário tem medo de ser ‘responsável por alguém’”;

  • uma acção específica junto das “jovens” empresas - trata-se de empresas que ultrapassaram o limiar geralmente crucial dos cinco anos de existência; já provaram, pois, a sua viabilidade, mas, devido à sua criação relativamente recente, nunca ofereceram estágios. “Nestes casos, é preciso acompanhar simultaneamente o estagiário e o empregador, porque este último é também inexperiente em termos de formação”, refere o responsável KORA, que participa então na montagem do programa de formação com as partes envolvidas;

  • instalação de jovens sem qualificação - desempenhando aqui um papel de interface entre a escola e a empresa, KORA elabora projectos de inserção completos, destinados a jovens desempregados ou a alunos com dificuldades de aprendizagem indicadas pelos professores. O processo segue quatro etapas: identificação de ocupações com procura que possam interessar estes jovens; mobilização dos parceiros institucionais e dos financiamentos necessários; procura de pessoas-recurso que “acompanharão” o estagiário; levantamento de potenciais empregadores. Foram assim colocados 30 jovens, entre 1997 e 99, em vários sectores de actividade: comércio, hotelaria e restauração, metalurgia e electrónica;

  • experimentação de novos modelos de organização pedagágica - e nomeadamente de uma fórmula a tempo partilhado, em que vários empregadores acolhem rotativamente o mesmo estagiário. Foram abrangidos 19 empresas e 15 estagiários em 1998-99. KORA lançou em 1998 o primeiro “contrato formação agrícola” de Hesse, mediante o qual 3 agricultores “partilham” o mesmo aprendiz;

  • orientação profissional - este eixo consiste principalmente na organização regular de “oficinas de orientação”, destinadas a estudantes com mais de 14 anos (o seminário com jovens bombeiros inscreve-se nesta abordagem), de operações “portas abertas”, de “bolsas de estágios” (para pôr em contacto quem oferece e quem procura estágios), etc. A este respeito, é dado um realce particular à integração das mulheres na vida profissional, em particular, em ofícios não tradicionais;

  • procura e aconselhamento em formação- KORA procede a investigações documentais em matéria de aprendizagem por conta de estabelecimentos escolares, empresas ou candidatos à procura de uma formação profissional específica. Estava em curso, no início de 1999, um trabalho de investigação sobre “uma pedagogia e um acompanhamento adaptados aos jovens em situação de abandono escolar”.

Subvencionada pela Land de Hesse e pelo Distrito de Vogelsberg, a missão para o emprego KORA utiliza em pleno o recurso LEADER: “existem sinergias naturais entre a nossa acção e a Iniciativa Comunitária de Desenvolvimento Rural”, explica Harald Finke. “Em primeiro lugar, estamos estreitamente ligados ao grupo de acção local - partilhamos até as mesmas instalações; a parceria multisectorial que representa e o processo de instalação em rede do GAL permitem-nos uma ligação directa ao conjunto dos actores socioeconómicos de Vogelsberg. Depois, todo o trabalho de animação do grupo LEADER vem beneficiar directamente as actividades de sensibilização e aconselhamento de KORA e vice-versa. Por fim, e acima de tudo, o apoio directo que o GAL fornece às empresas e o acompanhamento dos próprios projectos LEADER (mais de 100 entre 1996 e 1998) permitiram assegurar, em 14 meses, 46 estágios suplementares.”

  • Contact:
    Harald Finke, LEADER GmbH.

 

fonte: LEADER Magazine n°20 - Primavera, 99


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